Bill Drayton

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Ashoka / Estados Unidos – www.ashoka.org

O norte-americano fundou a Ashoka, uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no campo da inovação social, trabalho e apoio aos empreendedores sociais, em 1980.  A ONG teve seu primeiro foco de atuação na Índia.  Hoje, a instituição está presente em mais de 60 países, dentre eles o Brasil (desde 1986).

Drayton, indicado por Bill Clinton a disputar o Prêmio Nobel da Paz, além de ter sido o primeiro a identificar e apoiar o empreendedorismo social, foi quem difundiu esse termo em larga escala – e o notou como importante segmento a ser explorado. A Ashoka, que hoje apóia milhares de líderes sociais em mais de 60 países, define da seguinte maneira o “social entrepeneur”: os empreendedores sociais são indivíduos com soluções inovadoras para os problemas mais prementes da sociedade. Eles são fortemente engajados e muito persistentes, enfrentando as principais questões sociais e oferecendo novas ideias para a mudança em larga escala.

O que faz a Ashoka

A Ashoka foi pioneira na caracterização do empreendedorismo social como um campo de trabalho. Seu primeiro foco de atuação foi a Índia, mas hoje sua rede se expande por mais de 60 países, dentre eles o Brasil (desde 1986).

O que Bill Drayton diz em Quem se Importa

“Não é a capacidade de gerenciar; não é a capacidade de fazer acontecer. Não é nem mesmo a liderança. Milhões de pessoas têm essas qualidades. O que define o empreendedor é que eles sabem quais os rumos que a sociedade tem que tomar, eles se preocupam profundamente com isso e farão acontecer”.

“É impossível pensar em qualquer grande problema mundial cuja solução não seja, pelo menos parcialmente, global. Você não consegue solucionar o problema do meio-ambiente num único país. Não podemos construir um sistema financeiro seguro apenas em um país, nem mesmo só nos países ricos. Não vai funcionar”.

“Qual é a força que tem o maior poder do mundo? É bastante óbvio: é uma grande ideia que muda padrões. Mas apenas se estiver nas mãos de um empreendedor realmente bom. É esta combinação que move o mundo”.

“Nós não somos um não-alguma-coisa. Nós somos cidadãos causando mudanças em grande escala, na qual a mais importante delas é a multiplicação de agentes de mudanças ou cidadãos”.

“Se conseguirmos que 20 ou 30% desta geração de jovens se torne transformadores antes dos 21, nós vamos inverter o sistema. E para isso, os pais têm que se preocupar se seu filho de 15 anos está praticando ‘fazer mudanças’”.