Joaquín Leguía

Joaquin Leguia do Peru: Joaquin Leguia from PeruAnia / Peru  www.mundodeania.org

O peruano alia, em seu projeto, o interesse em preservar a natureza e o de sensibilizar as crianças para o tema. Para ele, é uma loucura ainda hoje não existir a categoria de “ambientalmente ativo” – e sim, apenas o “economicamente ativo” – para a avaliação de saúde e riqueza de uma sociedade.

Leguía crê piamente que é fundamental que crianças e adolescentes sejam estimuladas a considerar o meio ambiente que as cerca como fundamental. E para envolvê-las, Leguía lhes dá pedaços de terra. Segundo ele, no Peru, no momento, existem cerca de 200 hectares que foram entregues a mais de cinco mil crianças. “E está pronto para multiplicar-se”, diz. A idéia que o move é conseguir que 1% do território peruano seja manejado pela população menor de 18 anos, que pode representar, em alguns países, 40% ou mais.

O que faz o Ania

A organização de Joaquín Leguía promove a personagem Ania por meio de diferentes veículos, com o propósito de orientar os jovens a serem protagonistas na construção de um mundo melhor para todos os seres vivos. Ania é uma menina indígena que tem a missão de desenvolver nos seres humanos o amor pela natureza e a vontade de protegê-la.

O que Joaquin Leguia diz em Quem se Importa

“Quando observamos os indicadores de desenvolvimento de um país, o principal indicador de como um cidadão contribui ao bem-estar, é através da PEA – População Economicamente Ativa. A População Economicamente Ativa reconhece as pessoas entre 15 e 64 anos de idade. Mas eu não conheço um indicador que diga para uma menina ou um menino de 4, 8 ou 12 anos de idade, seja nas zonas urbanas ou rurais, pobre ou rico, não importa; que com isso que estão fazendo, estão, hoje em dia, contribuindo para o bem-estar de seu país.”

“Então, nos propusemos a trabalhar para criar um novo indicador que se chama ‘População Ambientalmente Ativa’. E quem seriam? Seriam todos. Mas enfatizando a população menor de 18 anos e maior de 60 anos de idade.”

“O que queremos é que mesmo que seja em um vaso, a nível individual, ou um metro quadrado de terra, coletivamente, nesse pequeno espaço de terra, as crianças possam pensar, sentir, dizer e fazer as coisas de maneira alinhada e com constância.”

“E, finalmente, eles vão entender que uma auto-estima saudável não tem nada a ver com o seu rosto, com sua posição social ou seu nome. Mas tem a ver com a capacidade de gerar bem-estar para outros seres-vivos.”