Muhammad Yunus

Yunus4Grameen Bank / Bangladesh – www.muhammadyunus.org

Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 2006, o bengalês Yunus é considerado o idealizador do microcrédito. Professor em Bangladesh nos anos 70, depois de ter se formado e doutorado em Economia, notou o povo local cada vez mais pobre e convivendo com diversos agiotas que, na prática, tomavam as rédeas das vidas daquelas pessoas miseráveis.

Foi essa a semente do Grameen Bank, nascido já há cerca de 30 anos. Yunus, na sua primeira experiência, emprestou US$ 27 do próprio bolso a quem necessitava – a esmagadora maioria: mulheres. Os bancos não aceitavam antecipar dinheiro a essa população pobre que não tinha nenhum comprovante de renda. Então, se ofereceu a ser o fiador. Até hoje, os empréstimos são feitos baseados exclusivamente na confiança – e não em contratos ou acertos jurídicos.

 

O que faz o Grameen Bank

Conhecido como o “banco dos pobres”, o Grameen Bank (em tradução livre, “banco da aldeia”), criado em 1983, foi a primeira instituição financeira no mundo especializada em microcrédito. Ela hoje possui filiais em 44 países e um Nobel da Paz, conquistado em 2006. O banco possui filiais no Brasil também.

O que Muhammad Yunus diz em Quem se Importa

 “Nós não estamos aqui para curtir a vida, como se alguém tivesse criado o mundo e nós fôssemos apenas convidados aqui. Nós não somos convidados aqui. Somos criadores. Nós criamos nossas próprias vidas. Nós criamos nosso próprio mundo. Mas antes de criarmos nosso mundo, devemos imaginar que tipo de mundo queremos. E depois começar a criá-lo”.

“Eu diria que é uma questão básica de estilo de vida: como vivemos neste planeta. Que tipo de responsabilidade você impõe a você mesmo. Então uma vez que você sabe isso, você cria a consciência de que, se eu faço isso, se eu vivo minha vida desta maneira, eu estou prejudicando a vida de alguém. E o princípio básico deveria ser: ‘minha vida não deve prejudicar a vida de mais ninguém’”.

“Eu acho que a pobreza pode ser eliminada do mundo inteiro porque pobreza não faz parte da sociedade humana. Pobreza é artificialmente imposta aos seres humanos. Não é natural para eles, não é parte deles. E algo artificial sempre pode ser arrancado”.