Premal Shah

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Kiva / Estados Unidos – www.kiva.org

Para ele, uma cena vivida aos seus cinco anos – e que guarda ainda hoje na memória – foi o ponto de partida para sua inquietação com relação às injustiças do mundo. Foi a imagem de uma velha senhora miserável tentando pegar uma moeda de valor baixíssimo numa sarjeta.

Shah fala de uma espécie de “loteria ovariana” e que acabamos refém dela para o nascimento numa família estruturada e com recursos ou num núcleo miserável. Para auxiliar pessoas muito pobres e sem acesso a bancos e linhas de crédito, criou o Kiva, em 2004, um sistema online de microcrédito que já atendeu mais de 300 mil pessoas, em mais de cem países e foi a responsável por movimentar mais de US$ 280 milhões através de seus empréstimos, desde o seu lançamento.

No primeiro ano, a instituição não conseguiu levantar US$ 1 milhão ao longo de 12 meses corridos. Hoje, a Kiva consegue arrecadar esse montante a cada 10 dias.

O que faz a Kiva

Por meio de voluntários e parceiros, a organização sem fins lucrativos Kiva (em suahíli, “acordo”, “unidade”) conecta pessoas com o intuito de minimizar a pobreza por meio do microfinanciamento a pequenos empreendedores. A ONG foi fundada em 2005 e já arrecadou cerca de 283 milhões de dólares em empréstimos (geralmente múltiplos de 25 dólares), cuja taxa de pagamento é hoje de 98,88%. São 450 voluntários em 61 países distintos. Sua sede fica em São Francisco.

O que Premal Shah diz em Quem se Importa

“Agora, mais do que nunca, as pessoas estão realmente pensando em energia limpa. As pessoas estão realmente pensando em como elas podem se conectar com outras pessoas de todo o mundo via internet”.

“E através, eu acho, de uma consciência crescente, as pessoas fundamentalmente querem ver um mundo melhor e nós aprendemos que conflitos e o apego ao passado e a muitos confortos que damos valor não são tão importantes, e podem ser deixados de lado”.

“Nós não queremos mostrar os pobres como pessoas indefesas que precisam da sua ajuda. Queremos mostrá-los como pessoas que tem suas próprias ideias de como sair da pobreza. E eles querem ser tratados como um parceiro de negócios com você. Querem que você seja o seu investidor, o seu credor. E te pagarão de volta! É uma relação baseada na dignidade mútua”.

“Os empreendedores de negócios criam valor, mas, muitas vezes, é um valor puramente econômico: é lucro. E eu acho que o empreendedor social está realmente focado no valor social, mas eles também usam muitas das coisas que fazem o mundo dos negócios tão eficiente. Sabe, velocidade, análise, agilidade, montar grandes times, empolgar as pessoas (…)”.