Bart Weetjens e sua paixão por ratos estão mudando o mundo

Como uma paixão por ratos pode mudar o destino de muitas pessoas na África?

Um empreendedor social é alguém que já criou uma organização e já afetou a vida de milhares de pessoas, mas todos nós podemos ser transformadores.

É possível causar impacto positivo de qualquer lugar, não importando se a pessoa trabalha com Saúde, Educação, Direitos Humanos, Economia ou Meio Ambiente, ou se ela trabalha na esfera privada, pública ou social – é sempre possível trazer mudanças à sua volta.

Como diz Bill Drayton, fundador da Ashoka: “Nós estamos caminhando para um mundo onde todos seremos transformadores.”

Essa nos parece ser a verdadeira democracia, onde todos os cidadãos são pró-ativos e podem agir em benefício de suas comunidades. No filme QUEM SE IMPORTA retratamos diversos empreendedores sociais que fizeram a diferença, muitas vezes por meio de simples soluções que surgiram a partir um olhar mais apurado ou uma experiência de vida.

Na foto, o homem com o rato é um ótimo exemplo de alguém que conseguiu reunir sua paixão de infância (que por incrível que pareça eram os ratos!) com sua profissão de designer industrial. Bart Weetjens decidiu que não queria passar a vida desenhando microondas ou carros de luxo e partiu para a África, onde está treinando ratos para detectar minas terrestres e tuberculose. Dá pra acreditar?

Assista ao trailer

 

QUEM SE IMPORTA é mais que um filme, é um movimento!

Acreditamos que inspiradas pelo documentário, as pessoas podem fazer parte de um movimento que pode transformar suas comunidades.

Somos uma plataforma de divulgação do empreendedorismo social que, com sua ajuda, levará a mensagem do filme para escolas, empresas, ONGs e a qualquer pessoa interessada em potencializar o seu próprio poder de transformação. Faça parte deste movimento!

Veja e espalhe o trailer de QUEM SE IMPORTA:

 

Márcia Tiburi fala sobre QUEM SE IMPORTA

Assisti o documentário “Quem se importa” de Mara Mourão (2013). Todos que de algum modo “se importam” precisam assistir com urgência. Um desses trabalhos que só podemos elogiar tanto pela qualidade  formal, quanto pelo conteúdo. Recomendo, ao mesmo tempo, que aqueles que se sentem de algum modo perdidos no mundo (alguém já se sentiu nessa situação?) e vivendo vidas que eles mesmos julgam sem sentido (será???), simplesmente corram para ver o mais rápido possível:  http://www.quemseimporta.com.br/Trailer.aspx

Vale uma noite da semana; pode valer uma vida.

Cada um que assistir “Quem se importa” deverá inevitavelmente passar pela experiência de compreensão social que o filme promove. “Quem se importa” tem o poder impressionante de fazer diferença, de afetar a posição de cada um que o assiste. Ele consegue isso por meio de uma interpelação ética sobre o sentido de viver em comunidade, de se importar com os problemas do mundo, mesmo quando não se é diretamente implicado em algum tipo de sofrimento. O filme faz sentir e pensar ao mesmo tempo. Ele performatiza – produz uma ação – um sentimento de que alguma coisa de melhor é possível. E que essa coisa depende de nós: de criatividade, de liberdade, de vontade, de pôr em movimento a nossa capacidade de colaboração que as ideologias sempre abafam. Por fim, “Quem se importa” trata da capacidade de olhar e colocar-se no lugar do outro que anda esquecida em nossa época e que, quando aparece, muda algo em nós.

O poder do filme surge de seu conteúdo: pessoas do mundo todo que aprenderam a se autodenominar pelo termo “empreendedores sociais” contam suas ideias. Gente que inventou coisas socialmente muito simples e, talvez por isso mesmo, altamente revolucionárias, democraticamente revolucionárias.  Gente muito prática e, ao mesmo tempo, muito idealista – no bom sentido – , gente que não se entregou nem à esquerda nem à direita, nem à pobreza, nem à burguesia, nem ao capitalismo, nem ao Estado. Gente que quis construir algo de concreto para ajudar a melhorar a sua própria vida e a de outras pessoas, por acreditar simplesmente que a vida – social e coletivamente falando – podia ser melhor. Gente que não estigmatiza. Gente que acolhe, que olha, que percebe. Que pensa diferente.

Pessoas tais como Muhammad Yunus, do Grameen Bank, de Bangladesh, Nobel da Paz de 2009 que criou a primeira linha de microcrédito no mundo, a médica carioca Vera Cordeiro, que criou a Associação Saúde-Criança Renascer em 1991, Wellington Nogueira, fundador do Doutores da Alegria, e vários outros mostram ali as suas ideias.

O documentário de Mara Mourão é também uma grande ideia: a ideia de reunir tanta gente com tantas boas ideias ajudando-nos a saber que essas histórias e suas potências emancipatórias existem. Ajudando-nos a produzir esse “contágio” inteligente, prático e profundamente solidário.

Ficou bonito, ficou esteticamente bacana, ficou eticamente intenso, ficou politicamente imprescindível.

Mara Mourão, obrigada por nos ajudar a ver mais longe.

http://filosofiacinza.com/2013/08/19/quem-se-importa-de-mara-mourao/

Nosso filme já foi exibido em Bangalore!

No mês de setembro o filme Quem se Importa (QSI) foi exibido na 5å Avenida de Bangalore, India.

Devido ao horário de exibição do filme, e o trânsito maluco de Bangalore (capital e maior cidade do estado de Karnataka, localizado no sul do país) – entre carros, motos, bicicletas, vacas, elefantes, cachorros e pedestres – além do horário de trabalho em que se opera na India – 10:30 a.m. as 11:00 p.m. para todos os segmentos – parou vários momentos. Os motoristas, de seus carros, ficavam hipnotizados com o filme, as buzinas constantes e normais na India ampliaram exponencialmente… ninguém queria seguir e alguns gritavam do carro: amanhã também tem?

Isso aconteceu na “5a Avenida de Bangalore”, onde fica a Streisand Art gallery e Streisand Foundation, onde a colaboradora Leda trabalha.

“Obrigada por nos dar a honra de passá-lo aqui. Desconsidere a simplicidade das instalações. This is India !!!” – disse Leda Garcia da Eira, grande amiga e entusiasta do filme.

Social Enterprise World Forum

O filme QUEM SE IMPORTA teve sua Première no Canada no dia 2 de outubro em sessão no SEWF (Social Enterprise World Forum), o mais importante congresso sobre empreendedorismo social do mundo. Depois do filme houve um debate com a presença de Mary Gordon (Roots of Empathy) e Al Etmanski (Plan). Veja: http://www.socialenterpriseworldforum.org/blog/2013/09/17/sewf-to-feature-canadian-premier-of-who-cares-and-shift-change/